A guerra contra o Irã tem imposto um custo financeiro elevado aos Estados Unidos, com as despesas já atingindo a marca de U$ 37,5 bilhões (aproximadamente R$ 190,8 bilhões), conforme declarado por Pete Hegseth, Secretário de Guerra do país.
A revelação foi feita durante uma audiência no Senado nesta terça-feira (21), ressaltando a magnitude dos investimentos militares em um período de menos de cinco meses de conflito.

Desde o início da ofensiva em 28 de fevereiro, após o colapso das negociações sobre o programa nuclear iraniano, os gastos diários são expressivos. O montante já superou o orçamento anual previsto para o programa Bolsa Família no Brasil, que é de R$ 158,6 bilhões, evidenciando a escala dos recursos mobilizados para a operação militar.
Hegseth enfatizou a urgência de um pacote adicional de US$ 95 bilhões para financiar as Forças Armadas e outras prioridades do governo, incluindo US$ 10 bilhões para agricultores afetados por tarifas e US$ 10 bilhões para reformas eleitorais. A oposição, contudo, expressou preocupação com o rumo do conflito, que resultou na morte de 17 militares americanos, e na possibilidade de uma “guerra sem fim”, um alerta levantado pela senadora democrata Patty Murray.
Apesar das críticas e da escalada de baixas, com mais de 100 feridos somente em julho, a Casa Branca pressiona o Congresso pela aprovação imediata do orçamento, pedindo suporte sem modificações. Este cenário de gastos crescentes e a ameaça de prolongamento do confronto representam um desafio significativo para a administração norte-americana, com repercussões geopolíticas e econômicas que reverberam globalmente.


